IFPA inicia novos cursos de formação inicial e continuada em Goianésia do Pará
Atendendo à demanda por profissionais que saibam fazer a instalação e manutenção de sistemas renováveis de energia e que entendam de aquicultura, o Instituto Federal do Pará (IFPA) Campus Tucuruí deu início, em 15 de setembro, às aulas dos programas de formação inicial e continuada (FIC) em curso de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos pelo Programa Energife e, no dia 23 de setembro, ao curso Aquicultor pelo Programa Pronatec Aquicultor.
Os dois cursos são ofertados em Goianésia do Pará e as turmas somam cinquenta bolsistas que receberão auxílio de três bolsas no valor de R$ 200,00 reais. Além desses, a coodernadora local, Ailze Arnauld Balieiro, relata que há dez cadastros de reserva que frequentam as aulas e uma fila de espera que ultrapassa 80 candidatos.
A duração de cada curso é de três meses, vai até novembro. São ofertados por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o IFPA e a Prefeitura de Goianésia. A turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos reúne 25 participantes, sendo 19 homens e 6 mulheres. Já a turma de Aquicultor conta com 35 participantes, sendo 13 homens e 22 mulheres.
A aula inaugural do curso do Pronatec Energife contou com a presença da secretária de Educação de Goianésia, Maria Elizângela Assunção, a chefe do Departamento de Extensão, Zaline Wanzeler, professor e engenheiro elétrico, André Henrique Lameira dos Santos, o palestrante Gustavo Almeida Moreira, e demais equipe administrativa e de apoio do Polo UAB.
A aula inaugural do curso Aquicultor contou com a presença da coordenadora do Polo UAB, Ailze Arnauld Balieiro, o chefe substituto do Departamento de Extensão, Kleiber Tenório de Sousa, professor e engenheiro de pesca, Leandro de Araújo Ferreira e demais equipe administrativa e de apoio do Polo UAB.
O servidor público José Felipe Oliveira da Silva, 19 anos, um dos estudantes do curso de Instalador de Sistema Fotovoltaico, comenta que soube da oferta do curso de Instalador de Sistema Voltaico a partir das publicações promovidas pela Universidade Aberta do Brasil (UAB). Ele diz que se interessou pelo curso por ser ofertado pelo IFPA. “É uma área que sempre almejei aprender. E ser oferecida pelo IFPA, me deu ainda mais interesse, pois é uma instituição com excelentes profissionais”.
Sobre as primeiras aulas, José Felipe ressalta que foram muito proveitosas por conta da didática aplicada pelo professor na mediação de conteúdos sobre energia e sistemas fotovoltaicos. “Tenho expectativa de que as aulas continuem sendo interessantes, para que possamos aprender mais e mais sobre o sistema fotovoltaico, para podermos usá-las na prática”.
Outra estudante do curso de Instalador de Sistema Fotovoltaico, Agnis Oliveira da Silva, 20 anos, concluinte do curso de Engenharia Elétrica pela UFPA, comenta que esse curso une a teoria e a prática, explicação e aplicação de forma simultânea. “Isso facilita muito a imersão e o aprendizado. Eu o recomendaria para outras pessoas, porque é muito importante ter uma formação. Hoje em dia, essa área está bombando no mercado de trabalho”, avaliou.
O curso de Instalador de Sistema Fotovoltaico é ofertado gratuitamente e visa capacitar e ampliar a oferta de profissionais no segmento das energias renováveis. Assim como os estudantes de Aquicultor, cada estudante receberá três bolsas de R$ 200,00.
Para o técnico em informática Adriano Brito Almeida, 20 anos, do curso de Aquicultor, comenta que aprendeu muito sobre a atividade. Antes das aulas, acreditava que os peixes eram pescados em grandes lagos e rios. Não fazia ideia que podiam ser criados em tanques. Ele afirma que vem aprendendo muito com as aulas. “Com as visitas técnicas, aprendi que existem tanques redes e tanques lonas. Que existem espécies mais adequadas para cada tipo de tanque. Cada espécie exige cuidados específicos de nutrição, cuidados com o oxigênio da água”.
Para a professora Andreza da Silva Souza, 28 anos, que também está participando do curso de Aquicultor, o setor de aquicultura em Goianésia está crescendo muito com a adoção dos tanques de geomembrana. “Eu fiz visita técnica na Chácara Shanghai. Lá, vi 20 tanques de 70 mil litros produzindo tilápia, das espécimes vermelha e panga, criadas com sistema intensivo, com aerador, soprador e reaproveitamento da água para o açaí”. “Aquilo me despertou, porque é uma área que une produção de alimento, renda e sustentabilidade. E quero ter conhecimento técnico para ensinar e também pra ter meu próprio negócio no futuro. Por isso escolhi me profissionalizar", explicou.
Andreza da Silva comenta, ainda, que está aprendendo nas aulas a diferença entre piscicultura, carcinicultura e os sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo; sobre a qualidade da água, oxigenação e estrutura dos tanques; sobre a legislação ambiental - A COEMA 143 de 2018. “Essa lei obriga o uso de tela anti-fuga dupla nos tanques de espécies exóticas como tilápia e panga, para evitar que o peixe escape pro rio”.
Em abril desse ano, o Campus Tucuruí também ofertou cursos FIC nos municípios de Breu Branco, Goianésia e Tucuruí. Em Goianésia, o Campus Tucuruí ofertou o curso FIC de Desenvolvimento Cooperativista e FIC Proeja.

Energia Solar na Região de Tucuruí
Com altos índices de irradiação solar e uma demanda crescente por soluções sustentáveis, a região sudeste do Pará ganha um reforço na capacitação de mão de obra técnica. O Instituto Federal do Pará (IFPA) Campus Tucuruí oferta o curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em Instalador de Sistemas Fotovoltaicos, iniciativa voltada a suprir o déficit de profissionais qualificados no mercado regional de energia limpa.
Historicamente reconhecida pela presença da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, a região vivencia um momento de transição e diversificação energética. Localizados próximos à Linha do Equador, o município e áreas vizinhas — como Breu Branco, Novo Repartimento, Goianésia e Pacajá — apresentam média anual de radiação solar superior a 5,0 kWh/m²/dia, figurando entre os locais de maior potencial fotovoltaico do país. A busca por redução nos custos de energia, somada às necessidades do agronegócio e ao incentivo de regulamentações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tem aquecido a procura por instalações solares urbanas e rurais.
A estrutura curricular do curso combina teoria, práticas de montagem e diretrizes de segurança. Os participantes aprendem a interpretar projetos e diagramas elétricos, avaliar a viabilidade de instalações e fixar estruturas em diferentes superfícies, como telhados metálicos, cerâmicos, lajes e solo. A formação também abrange a conexão de componentes elétricos em sistemas integrados à rede, isolados e híbridos, além de protocolos de testes, manutenção e prevenção de acidentes de trabalho.
Ao concluir a capacitação, os novos profissionais estarão preparados para atender às demandas técnicas do setor, promovendo a eficiência energética, o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Aquicultor na região de Tucuruí
Inserido no Eixo Tecnológico de Recursos Naturais, o curso de Aquicultor contempla ações de prospecção, avaliação técnica e econômica, planejamento, extração, cultivo e produção. No curso, o estudante aprende a aplicação de tecnologias em máquinas e implementos para atender às demandas de organização e produção de diferentes segmentos, visando à sustentabilidade econômica, ambiental e social.
A capacitação engloba a qualificação no cultivo de peixes regionais em variados sistemas de produção, além de orientar sobre o monitoramento da qualidade da água, supervisão da sanidade dos peixes e cálculo para o fornecimento de ração. O conteúdo também incentiva a utilização de métodos adequados de conservação e beneficiamento do pescado, bem como a adoção de técnicas sustentáveis na piscicultura.
A oferta do curso busca garantir a educação profissional articulada as áreas de educação, trabalho, emprego, ciência e tecnologia. O objetivo é proporcionar conhecimentos teóricos e práticos em técnicas de criação de peixes, considerando as particularidades da Região de Tucuruí.