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II Conext: durante a primeira tarde do evento, participantes imergem no mundo da Extensão do IFPA

  • Publicado: Sexta, 17 de Abril de 2026, 12h11
  • Última atualização em Sexta, 17 de Abril de 2026, 12h11
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Após a abertura com o II Encontro de Bandas, na noite do dia 15 de abril, o II Congresso de Extensão (Conext) do Instituto Federal do Pará (IFPA) seguiu com sua programação no Campus Belém: nos dias 16 e 17, em diversos espaços da unidade, os participantes puderam viver e presenciar a extensão produzida por estudantes e servidores dos diversos Campi da instituição.

Na tarde do dia 16, por exemplo, aconteceram diversas atividades voltadas para diversos públicos, desde estudantes novatos ou extensionistas até gestores desse relevante viés da educação, que aproveitavam o evento para alinhar estratégias para a extensão ou mesmo conhecer projetos desenvolvidos no IFPA.

A Reunião de Gestores da Extensão, por exemplo, aconteceu no Auditório Central do Campus, om o objetivo de traçar metas e ações extensionistas para os próximos meses na instituição, baseados nos indicadores contidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) vigente. Para isso, representantes da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), criaram uma dinâmica para vislumbrar uma espécie de termômetro de avanços e obstáculos extensionistas dos Campi participantes. O objetivo era identificar dificuldades e lacunas e exemplos exitosos de cada um, promovendo o diálogo e a troca de experiência.

Para a pró-reitora de extensão, Keila Mourão, a intenção da dinâmica é tornar a reunião mais interativa, analisando cada indicador, facilitando inclusive a compreensão da meta a ser alcançada. “Não se trata de uma apresentação formal, mas sim uma integração”, avalia. “A ideia é ver como cada um se comporta e como um Campus que está no ‘verde’ [com avanços] pode ajudar outro que está no ‘vermelho’ [com dificuldades] e não vê saída”, completa Keila.

“Na reunião integrada passada, fizemos uma dinâmica sobre como elaborar processos de parceria e documentação, o que foi muito legal porque, na prática, as pessoas entendem melhor do que apenas olhando slides. Surgiram muitas dúvidas e entenderam melhor o processo, por isso quisemos trazer essa abordagem para cá também”, afirma a pró-reitora. “Queremos, assim, fortalecer a gestão da extensão, pois tudo acontece junto com eles”, conclui.

“As reuniões integradas de extensão permitem a gente conseguir avaliar e identificar potencialidades. Conseguimos identificar ações exitosas que estão sendo executadas em outros campi e que podem ser replicadas no nosso, assim como levar ações que o nosso campus executa com excelência para que outros aproveitem”, concorda Davison Jaime, chefe do departamento de extensão do Campus Marabá Industrial. “É uma troca muito importante para buscarmos uma unidade, pois o IFPA é muito plural e está crescendo. No fim das contas, o indicador será do IFPA como um todo e não de um campus isolado, por isso, é importante que todos os Campi falem a mesma língua”, finaliza.

Na reunião, além de Davison, representantes de Marabá Industrial, estiveram presentes os gestores dos Campi Abaetetuba, Altamira, Belém, Bragança, Breves, Conceição do Araguaia, Óbidos, Paragominas, Parauapebas, Rural de Marabá, Tucuruí e Vigia.

Extensão por todo o Campus na tarde do dia 16

Além da Reunião de Gestores de Extensão, a tarde teve o Encontro dos Núcleos de Estudos de Gênero e Diversidade Sexual (NEGED) do IFPA, bem como a Mostra CONEXT, com apresentação de projetos extensionistas do IFPA, o Espaço Mostre Seu Talento (com o microfone liberado para que qualquer participante pudesse apresentar músicas autorais, poemas ou apenas “soltar o gogó”, com canções famosas, como ocorreu no fim da tarde da quinta-feira, animando quem passava pelo espaço.

Teve ainda as oficinas “Elaboração de Projetos Culturais para Leis de Incentivo”, “Os NACs e a comunidade: ações culturais além do campus”, “Experiência Gênese: Ideias e soluções de bioeconomia para a região amazônica”, “Comunicação Comunitária - Produção de Podcast” e “Conheça o mundo das milhas e transforme seus gastos em viagens inesquecíveis”.

As estudantes Kayla Coelho e Alice Saraiva, ambas do curso de Licenciatura em História, e Edmery Gomes, de Pedagogia, todas do Campus Belém, tinham um objetivo bem definido quando se inscreveram na oficina “Comunicação Comunitária - Produção de Podcast”. Elas participam do projeto de extensão “Nas margens: o que pesquisam os professores de História do IFPA”, coordenado pelo professor Alan Santos, no âmbito do Laboratório de História (LabHis). O projeto visa dar visibilidade às pesquisas da área desenvolvidas pelos docentes do Campus por meio de episódios de um podcast.

“Normalmente o currículo de História dá mais visibilidade à história eurocêntrica, que coloca os colonizadores como heróis. Quando falam dos colonizados, colocam-nos apenas como escravizados ou marginalizados. Temos histórias muito bonitas, principalmente aqui do Norte, como a dos ribeirinhos e a questão da Cabanagem. Os professores de história daqui do IFPA pesquisam muito sobre isso, então o podcast é uma forma de propagar essa ciência de forma consciente para os jovens”.

Sobre a oficina, as estudantes buscaram para aprimorar as técnicas de produção do “Nas margens”. “Queremos profissionalizar nosso processo. Notamos que nosso YouTube temos mais visualizações que no Spotify, então queremos migrar aos poucos para o audiovisual. A oficina é interessante porque queremos aprender mais sobre edição de áudio, roteiro, como filmar e editar tudo isso. É o início da nossa profissionalização”, idealiza Edmery. Iniciado em 2024, o “Nas margens” já tem seis episódios publicados em plataformas como o Spotify e o Youtube.

Mostra de talentos extensionistas

Na Mostra Conext, a exposição dos projetos de extensão desenvolvidos no IFPA comprova as habilidades e criatividade dos estudantes e seus tutores para desenvolver ideias para beneficiar as comunidades interna e externa de suas regiões. Pela tarde do dia 16, foram apresentados produtos e protótipos relacionados a biojoias, linguagem indígena, gamificação e inclusão no ensino, tecnologia aplicada a diversas áreas.

As meninas do projeto “Desenvolve Aí! – Educação empreendedora gamificada para juventudes” estavam animadas apresentando sua ideia. Lorena Colares, Ana Clara Dallagnol e Elizane Alcântara, sob a coordenação do professor Jocimar Xavier, vieram do curso Técnico Integrado em Administração, do IFPA Campus Paragominas. As estudantes do último ano do Ensino Médio observaram que as escolas públicas de sua cidade, diferente das particulares, não oferecem educação empreendedora a seus discentes. Encontraram aí uma lacuna que resolveram preencher com um aplicativo de ensino, com aulas complementadas por uma revisão em forma de jogo, baseado no aplicativo Duolingo, em que o aprendiz comprova o aprendizado com acertos que proporcionam pontos para um rankeamento pessoal do que aprendeu e do que precisa revisar.

“O nosso trabalho visa diminuir as desigualdades através da educação empreendedora, levando-a para pessoas da rede pública que não têm acesso, visando o protagonismo jovem e a criação de soluções inovadoras e sustentáveis”, explica Lorena. Pensamos em videoaulas onde nós ensinamos outros alunos usando uma linguagem mais jovem e sem termos técnicos. Acreditamos que isso impactará a comunidade ao alcançar alunos da rede pública, inclusive do ensino fundamental, que não possuem conhecimento técnico. Com aulas práticas, simplificadas e palavras fáceis, eles conseguem entender o que queremos passar e ter acesso a esse conhecimento, reduzindo a desigualdade”, detalha Lorena Colares, membra da equipe.

Lorena contou que o trabalho já foi apresentado em um evento nacional, em Brasília, e em algumas ocasiões dentro do próprio município de Paragominas. O que não diminuiu a satisfação em compartilhar o projeto com estudantes e professores de todo o IFPA. “Trazer esse trabalho para cá [o II Conext] permite uma troca de conhecimento. Nós expomos nossas ideias e recebemos um retorno. Professores e visitantes dão feedbacks e dicas de melhoria que impactarão a sociedade. Como os visitantes costumam ser nosso público-alvo, eles conseguem nos dizer o que de fato mudará a vida deles”, avalia.

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