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II CONEXT abre programação com debates sobre inclusão e internacionalização no IFPA

  • Publicado: Quinta, 16 de Abril de 2026, 16h46
  • Última atualização em Quinta, 16 de Abril de 2026, 16h46
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O Instituto Federal do Pará (IFPA) iniciou, na manhã desta quinta-feira (16), no Campus Belém, a programação do II Congresso de Extensão (II CONEXT), reunindo estudantes, servidores e comunidade externa em atividades voltadas à inclusão, formação cidadã, oportunidades acadêmicas e valorização da cultura. O primeiro dia do evento foi marcado por mesas temáticas, painéis, rodas de conversa e oficinas.

A programação começou com a mesa-redonda “Extensão e Gênero: Combate às violências de gênero na Educação – Por uma cultura livre de discursos de ódio”, mediada pela professora Kirla Anderson, do Campus Belém e integrante do Núcleo de Estudos de Gênero (NEGED). Participaram do debate Caroline Souza, diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPG), Davi Miranda, também da PROPPG, e Danielly Lopes, representante da Corregedoria do IFPA.

“As políticas de gênero e as políticas afirmativas são ações importantíssimas para o IFPA, a gente trabalha fortemente com essas ações, essa diversidade, essa pluralidade… são ações que estão internalizadas para toda a instituição e ligadas à Pró-Reitoria de extensão”, afirmou a Pró-Reitora de Extensão, Keila Mourão, durante a abertura da mesa.

Em sua fala, Davi Miranda abordou a importância da educação transinclusiva e explicou conceitos fundamentais como gênero, sexo, orientação sexual e expressão de gênero. Ele destacou que a transfobia ultrapassa o preconceito individual, configurando-se como um fenômeno social que precariza a vida das pessoas trans por meio da exclusão escolar, violência e falta de acesso a direitos básicos. Também apresentou dados sobre evasão escolar, baixa presença no ensino superior e redução da expectativa de vida dessa população no Brasil. Como caminhos para a inclusão, defendeu o respeito ao nome social, uso de banheiros conforme a identidade de gênero, formação continuada da comunidade acadêmica e políticas institucionais de acolhimento. O professor ressaltou ainda que o IFPA foi pioneiro na Região Norte ao implantar reserva de vagas para pessoas trans.

“A maior manifestação da transfobia é na precarização da vida das pessoas trans. A transfobia transforma a vida de uma pessoa trans em uma vida miserável, porque ela não consegue ter acesso à educação, sofre exclusão social, sofre violência e está mais suscetível à morte.”, disse Davi Miranda.

Danielly Lopes refletiu sobre como a violência de gênero é sustentada por práticas culturais e sociais naturalizadas no cotidiano. A partir de uma perspectiva psicológica, explicou que a violência começa muitas vezes em discursos, piadas, músicas, filmes e padrões sociais que reforçam desigualdades entre homens e mulheres. Segundo ela, essas construções impactam diretamente em casos de assédio sexual, culpabilização das vítimas e silenciamento de denúncias. Danielly defendeu que escolas e instituições devem promover consciência crítica e enfrentar comportamentos que perpetuam o ódio e a desigualdade.

Internacionalização

O evento também promoveu o painel on-line “Oportunidades Internacionais para Estudantes”, apresentando instituições que atuam com programas de mobilidade acadêmica e desenvolvimento profissional no exterior. Patrícia Wanderley apresentou a AFS, organização que oferece intercâmbio para estudantes do ensino médio e graduação. Gabriela Marcon apresentou iniciativas da Fundação Estudar, como o Prep Program, voltado à preparação de estudantes do Ensino Médio para ingresso em universidades americanas, e o programa Líderes Estudar, com bolsas e apoio de carreira para universitários no exterior. Já Maria Gabriela Antunes apresentou a plataforma Altissia, especializada em cursos de idiomas on-line. O IFPA disponibilizará licenças da ferramenta para estudantes e professores, fortalecendo os centros de idiomas dos campi.

Logo após, a roda de conversa “Por que fazer intercâmbio internacional? Experiências internacionais” reuniu relatos de vivências acadêmicas no exterior compartilhados pelas estudantes Ana Beatriz das Neves e Bárbara Pastana, além dos servidores Lívea Colares e Rosinaldo da Silveira.

Oficinas

A manhã também contou com atividades do V Encontro de Arte e Cultura do IFPA, evento institucional integrado ao II CONEXT em 2026. A iniciativa celebra e divulga produções artísticas desenvolvidas no IFPA, promovendo apresentações, oficinas, exposições e trocas de saberes. Na manha do dia 16, foi realizada a oficina “Curadoria e Museologia”.

Outras oficinas da programação matutina foram “Clarinete em Banda: técnica e musicalidade” e “Do Dacapo à Regência: oficina para bandas escolares”, reforçando o incentivo à formação musical e ao desenvolvimento artístico dentro da instituição. Com uma programação diversificada, o II CONEXT segue até o dia 17 de abril, consolidando-se como espaço de integração entre ensino, pesquisa, extensão e sociedade.

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