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Mapa digital interativo pode facilitar a localização dos pontos de comercialização de açaí em Belém

  • Publicado: Quarta, 11 de Março de 2026, 16h40
  • Última atualização em Quarta, 11 de Março de 2026, 16h40
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Belém, a capital mundial do açaí, acaba de ganhar uma ferramenta inédita com potencial de transformar a relação da população com seu alimento mais simbólico. Um mapa interativo desenvolvido por estudantes do Instituto Federal do Pará (IFPA) pode facilitar a localização dos pontos autorizados a comercializar o fruto nos 72 bairros da cidade e região metropolitana.

Disponível na internet, o Mapa interativo traz, no ícone Açaí Licenciado , a lista completa dos estabelecimentos licenciados. Para localizar um determinado estabelecimento, basta o internauta clicar no nome do estabelecimento e ele ficará em evidência no mapa, com o desenho da taça circulado de branco. Se o internauta preferir clicar direto no mapa sobre um dos pontos, ficará sabendo o nome do estabelecimento e o endereço que aparecerá na lateral esquerda. Os pesquisadores fizeram o geomapeamento a partir da lista 2025 dos estabelecimentos licenciados pela Casa do Açaí, um setor da Divisão de Alimentos da Vigilância Sanitária do município de Belém.

O Mapa é um dos produtos do projeto “Geomarketing do Açaí em Belém: Mapeamento, Análise de Risco e Estratégias dos Batedores para Expansão Sustentável”, que mapeou e analisou espacialmente a cadeia produtiva do açaí em Belém, integrando informações sobre batedores, riscos sanitários e potencial de mercado, para subsidiar estratégias de expansão sustentável.

Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2024, os pesquisadores apontaram a importância econômica dessa cadeia produtiva para o estado. O fruto faz parte do mercado da fruticultura nacional com produção de 1.741.757 toneladas por ano, área colhida de 262.289 hectares e valor da produção de R$ 7.770.712.

Coordenada pela professora Tatiana Pará Monteiro de Freitas, a pesquisa é desenvolvida pelos estudantes de ensino técnico e licenciatura Arthur Igreja dos Santos, Camila Regina Martins Melo, Stephanny Cecília Lima Queiroz, Ana Rita Macedo Viegas e Endryo Vinicius Marcolino da Silva. A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio a Projetos de Pesquisa e Assistência (PROPEAP), com apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (FAPESPA), por meio do projeto EcoMulheres. A equipe utilizou ferramentas como Google Earth Pro, QGIS e análises estatísticas em R para construir mapas temáticos e bancos de dados georreferenciados.

Os resultados mostraram que a maior concentração de batedores está em bairros periféricos como Jurunas, Guamá e Terra Firme, onde famílias de baixa renda consomem açaí diariamente. O estudo reforça que não são as áreas de maior poder aquisitivo que concentram o consumo, mas sim regiões populares, onde o fruto é parte da economia de sobrevivência.

A lista dos pontos licenciados pela prefeitura em um mapa interativo facilita a decisão do consumidor na hora de decidir onde comprar o açaí. O mapa não é apenas uma ferramenta técnica, é um instrumento de cidadania e sustentabilidade.

O Mapa está disponível no link https://www.google.com/maps/d/u/4/edit?mid=1RGK1Mcp-GKRpO-taCV_SJeWy89plmPY&usp=sharing

 

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