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IFPA conquista primeiro lugar em programa de negócios inovadores do Sebrae e MEC

  • Publicado: Quarta, 28 de Janeiro de 2026, 17h23
  • Última atualização em Quarta, 28 de Janeiro de 2026, 17h24
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O Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Paragominas, venceu a etapa regional Norte do Supernova, iniciativa do Sebrae e do Ministério da Educação. A conquista foi mérito das estudantes do 3º ano do curso Técnico em Informática, que apresentaram o projeto Rede Colaborativa de Saúde (RCS). O resultado foi divulgado pelo MEC nesta segunda-feira, 26 de janeiro.

Com o primeiro lugar, as alunas e a orientadora receberão troféu, certificado de reconhecimento, divulgação nos canais oficiais do Sebrae e MEC, além de uma viagem com todas as despesas pagas para participar de uma Missão Técnica Nacional de até cinco dias em um polo de inovação e tecnologia do Brasil. A premiação está prevista para ocorrer no período de 22 a 27 de março, em Porto Alegre (RS).

As inscrições ocorreram entre 11 de agosto e 10 de novembro de 2025. Em novembro, a estudante Bianca Gonçalves da Silva reuniu as colegas Kethllen Yasmin Nascimento Silva, Sofia Kiara de Souza Lima, Sara Nascimento Almeida e Ellen Cristina Souza Silva para formar a equipe Lótus, convidando a professora Leonilde Silva como orientadora. Desde então, o grupo realizou encontros presenciais e virtuais para aperfeiçoar ideias, elaborar o Business Model Canvas e produzir o vídeo pitch, entregues como produtos para avaliação. Nesse período, também participaram de trilhas formativas e mentorias, oferecidas pelo Sebrae, com apoio do MEC dentro da trilha formativa do programa Supernova.

A professora Leonilde Silva destaca que o Supernova é uma iniciativa voltada a incentivar estudantes a identificar oportunidades de negócios. “Eles são estimulados a desenvolver soluções criativas e apresentar propostas inovadoras que possam gerar impacto positivo em suas comunidades e no mercado”, explica.

Segundo a orientadora, a experiência foi desafiadora e enriquecedora, pois exigiu articular tecnologia, gestão e saúde pública com estudantes da área de Informática. “A proposta exigiu mediação entre o conhecimento técnico e a complexidade do ambiente hospitalar e do SUS, estimulando uma postura investigativa voltada à identificação de gargalos reais e à construção de uma solução tecnológica viável e socialmente relevante”. 

“O principal desafio dessa jornada foi traduzir, em curto prazo, um problema social complexo em uma proposta consistente, demandando trabalho colaborativo, visão sistêmica e aprimoramento contínuo. Esses fatores, aliados ao engajamento da equipe, contribuíram para a conquista do primeiro lugar no Supernova”, desta professora Leonilde Silva.

O que é a RCS?

A Rede Colaborativa de Saúde (RCS) foi pensada para o Sistema Único de Saúde (SUS). Com base em dados da realidade de hospitais brasileiros, a proposta visa otimizar recursos, promover cooperação entre unidades e aprimorar a gestão pública. Para isso, a ideia prevê uma plataforma digital para compartilhamento de insumos e equipamentos entre hospitais públicos. “O projeto favorece a formação crítica e cidadã das estudantes. Articula tecnologia, inovação e responsabilidade social, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e os desafios da saúde pública brasileira”, detalha professora Leonilde Silva.

“O objetivo da RCS é reduzir desperdícios, otimizar recursos do SUS e contribuir com o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura e ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis”, conclui Leonilde Silva.

Experiência das estudantes

Para Kethllen Yasmin Nascimento Silva, 17 anos, o aprendizado foi valioso. “Por meio das mentorias e das aulas gravadas na plataforma, pude desenvolver novos conhecimentos que ampliaram meu leque de oportunidades e me ensinaram como utilizá-las”. Ela avalia que o IFPA foi fundamental para a conquista, ao oferecer projetos de pesquisa, extensão e apoio docente. “Essas iniciativas contribuem para nosso desenvolvimento acadêmico e profissional, preparando-nos para os desafios futuros e para a aplicação prática do conhecimento”.

A equipe identificou a falta de insumos médicos em hospitais, especialmente na rede pública paraense. Por meio da pesquisa, observaram que o Pará é um dos estados mais afetados pela escassez de insumos, além da ausência de dados atualizados. “Faltam não apenas vacinas, mas há uma ampla variedade de materiais em condições precárias”, relata Kethllen. O projeto delas propõe uma série de melhorias na distribuição de insumos, bem como a atualização de dados hospitalares e redução do tempo de espera em alguns procedimentos.

A líder da equipe Bianca Gonçalves, 17 anos, elaborou um calendário para organizar atividades e prazos. As pesquisas foram divididas entre as integrantes, que se reuniam por videochamadas para revisar e ajustar os resultados. “Tentamos realizar tudo em equipe, distribuindo cada parte, para que todas participassem do processo”, explica a jovem.

A Supernova foi uma experiência dinâmica, semelhante a outras competições do Sebrae, como o Desafio Liga Jovem, relata a Bianca Gonçalves. “Decidi participar porque esse tipo de desafio, de pesquisar um problema e criar uma solução, se tornou uma atividade divertida. Algo que eu acabei gostando de fazer”, afirma. Ela lembra que a maior dificuldade foi organizar as ideias iniciais do projeto. “Foi preciso definir o que melhorar e onde focar as pesquisas. Conciliar as rotinas de cada colega também foi complicado, então criei um calendário para facilitar as entregas das integrantes da equipe”.

Bianca da Silva explica, ainda, que as integrantes da equipe adotaram diferentes estratégias para alcançar seus objetivos. Primeiro, distribuíram entre as integrantes as pesquisas que cada uma deveria realizar. Em seguida, optaram por realizar encontros on-line, o que tornou os diálogos mais práticos. Também fizeram, em conjunto, a revisão do documento, acrescentando ou descartando ideias conforme necessário. Depois, reescreveram o material para consolidar uma versão mais consistente.

Segundo Bianca, o trabalho em equipe foi muito positivo: “Acredito que tivemos uma ótima sintonia na comunicação. Não enfrentamos grandes situações de estresse, já que nossas ideias estavam alinhadas”, esclarece.

Supernova 2025

O programa capacitou mais de 3 mil alunos em todo o país. Mais de 1.100 equipes participaram da trilha de formação empreendedora, que incluiu conteúdos de marketing, validação de negócios, construção de MVP e apresentação de pitches.

As equipes vencedoras participarão de uma missão técnica em um hub de inovação e tecnologia ainda no primeiro semestre de 2026. O programa prevê, nos próximos três anos, a criação de 50 mil novos negócios e a participação de 1 milhão de estudantes.

O IFPA se destacou entre instituições da região Norte, reforçando o papel dos Institutos Federais na formação empreendedora e na criação de soluções inovadoras para demandas sociais e de mercado.

ODS relacionados

ODS 3: Saúde e bem-estar – assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos.

ODS 9: Indústria, inovação e infraestrutura – construir infraestrutura resiliente, promover industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

ODS 12: Consumo e produção responsáveis – assegurar padrões sustentáveis de produção e consumo.

 

 

 

 

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