Estudante de curso técnico do IFPA desenvolve aplicativo de verificação de fake news
O estudante do curso Técnico Integrado em Automação Industrial do Instituto Federal do Pará (IFPA) – campus Marabá Industrial, Estevão Henrique Marques da Silva, 17 anos, desenvolveu um aplicativo capaz de identificar rapidamente se uma imagem, foto ou mensagem contém informações verdadeiras ou duvidosas sobre Saúde e Meio Ambiente.
Com o nome Verifica+, o aplicativo apresenta uma interface intuitiva que permite a visualização completa das funcionalidades da ferramenta. O projeto também apresentou viabilidade de integração com sistemas públicos voltados para notificação e educação em saúde.
O aplicativo pode ser utilizado no celular ou no computador digitando https://novest.com.br/ . Ao entrar na página, o internauta poderá digitar a mensagem ou fazer o upload de prints ou fotos salvas na galeria ou, ainda, abrir a câmera diretamente no aplicativo. Em poucos segundos, o sistema analisará o conteúdo e fornecerá o resultado.
Como foi desenvolvido o Verifica+ ?
Estevão Henrique explica que aplicativo “Verifica+” utiliza duas inteligências artificiais, a “OCR.space” e o “ChatGPT”. A primeira, OCR, Reconhecimento Óptico de Caracteres, captura a imagem e extrair automaticamente o texto. A segunda inteligência artificial compara o conteúdo em bases de dados e classifica a informação como verdadeira, falsa ou duvidosa.
A escolha do OCR permite que o aplicativo transforme imagens em dados de texto legíveis por máquina, possibilitando uma análise rápida e eficaz.
Como surgiu o Verifica+?
O aplicativo Verifica+ é uma solução tecnológica desenvolvida por Estevão com mentoria do professor Israel Peixoto Moraes durante a participação do Hackathon realizado durante 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), ocorrida entre os dias 23 e 25 de maio de 2025, em Marabá. A inovação conquistou o primeiro lugar no evento.
Essa foi a primeira participação de Estevão Henrique em hackathon. “Esse primeiro lugar simboliza uma vitória que não é só minha, mas de todos os que me apoiaram até o presente momento, pais, professores e amigos. Essa vitória irá ficar marcada, porque eu não esperava. Tinha competidores excelentes”, destaca.
Além da divulgação do aplicativo em si, o primeiro lugar rendeu o prêmio de R$ 300,00 e um troféu com a descrição da classificação na competição.
Tecnologia contra informações duvidosas
A competição exigia que os participantes desenvolvessem soluções que combinassem tecnologia e comunicação para combater a desinformação sobre o tema "Combate à Desinformação em Saúde e Meio Ambiente". Então, Estevão e Israel pensaram em uma ferramenta capaz de permitir ao usuário de telefone e computar verificar, em segundos, a veracidade de textos e imagens relacionados à saúde e ao meio ambiente.
O estudante detalha que foi preciso manter o foco para garantir o primeiro lugar. “Para construindo o app de uma maneira que seria utilizável e até rentável, precisei de muito foco, principalmente pelo curto tempo que eu tinha para finalizar. Além disso consegui captar a atenção dos avaliadores quando achei uma maneira de ganhar dinheiro com esse app”.
Etapas do Hackathon
O desenvolvimento da solução foi presencial e incluiu a orientação de mentores especializados para aprimorar os algoritmos de Processamento de Linguagem Natural (NLP) e Visão Computacional. O evento foi organizado pela Universidade Estadual do Pará (UEPA), em Marabá.
Impacto e reconhecimento
Para o professor Israel Peixoto Moraes essa foi uma experiência enriquecedora que proporcionou um grande aprendizado em um ambiente competitivo. A participação em hackathon permite aos estudantes perceberem a aplicabilidade dos conhecimentos de sala de aula na prática do dia a dia, apresentando soluções para a sociedade. “Essa conquista reforça o compromisso do IFPA em formar profissionais capacitados para integrar automação industrial e responsabilidade social, promovendo soluções tecnológicas de grande impacto”.
O evento
Esse Hackathon foi um dos eventos organizados junto com a I Feira de Profissões, Ciência e Inovação (FEPROCI) e o Encontro de Múltiplos Saberes da Amazônia pela UEPA pela da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) "Biomas do Brasil: Diversidade, Saberes e Tecnologias Sociais". A semana foi aprovada em edital pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Além do IFPA, o evento contou com a participação de instituições científicas e de ensino reconhecidas, como o Instituto Evandro Chagas (IEC), o Centro Nacional de Primatas (CENP), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI), a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e o Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Sul e Sudeste do Pará (GARPA).