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IFPA certifica primeiras turmas concluintes dos cursos da Escola Nacional de Turismo, em Belém

  • Publicado: Sexta, 21 de Fevereiro de 2025, 13h03
  • Última atualização em Sexta, 21 de Fevereiro de 2025, 13h03
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Aconteceu, na tarde do dia 20 de fevereiro, no Teatro Maria Sylvia Nunes, a certificação das turmas do 1º Ciclo dos Cursos da Escola Nacional de Turismo, em Belém. O local escolhido para o evento faz parte do complexo de um dos principais pontos turísticos da capital paraense: a Estação das Docas, fruto da revitalização de galpões antigos da área portuária da cidade.

Na ocasião, o Ministro de Estado do Turismo e presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, Celso Sabino, o diretor executivo e reitor substituto do Instituto Federal do Pará (IFPA), Fabrício Alho Medeiros, a pró-reitora de Extensão do IFPA, Keila Mourão Valente, a secretária municipal de Cultura e Turismo de Belém, Cilene Sabino, o diretor da Escola Nacional do Turismo, Marcos César Barbosa, a representante da Direção do IFPA campus Belém, Rita de Cássia, o secretário adjunto de Turismo do estado do Pará, Lucas Vieira, entre outras autoridades.

“Agradeço muito ao Instituto Federal do Pará, porque quando nós trouxemos o projeto da Escola de Turismo, prontamente foi abraçado pelos seus diretores, pelos seus professores e, hoje, nós estamos aqui fazendo a primeira certificação, da primeira turma, que, sem dúvida nenhuma, vai resultar em muitas outras”, comemorou o ministro Celso Sabino.

“A educação é esse território de transformação. Transformação do cidadão, transformação do território, dos povos, das florestas, dos nossos rios. É isso que defendemos. A Escola de Turismo é um projeto inovador, que nós estamos aprendendo a fazer juntos. É um projeto que foi concebido e pensado pelo Ministério do Turismo e, quando nos foi explicado, ficamos já pensando no resultado, que é este que a gente está vendo: o impacto que esse projeto pode gerar para o nosso estado. Não apenas olhando para a COP30 - claro que temos que olhar, temos que nos preparar, temos que ter o máximo de pessoas possível da região, preparados para receber tudo o que virá na COP30 –, mas também precisamos pensar no pós-COP30”, reconheceu Fabrício Medeiros Alho, diretor do IFPA.

 

Primeiras certificações com resultados significativos

No evento, foram certificadas 211 pessoas, dos oito cursos ofertados pela Escola em Belém: Condutor de atrativos turísticos; Hospedagem domiciliar; Espanhol; Gestão de negócios turísticos; Inglês; Organizador de eventos; Qualidade no atendimento aos turistas na Ilha de Cotijuba; e Educação ambiental e sustentabilidade para o Turismo. Junto com as turmas dos outros municípios paraenses participantes, foram 434 certificados, apenas nesse 1º Ciclo da Escola. 

“Isso demonstra que a Escola já nasce com credibilidade, apesar de ser um projeto pioneiro, mas já veio com força total para bater a meta de fazer, até a COP, quase 6.000 alunos qualificados e, eu acredito, que até superar essa meta”, comemora o diretor da Escola pelo Ministério do Turismo, Marcos César Barbosa. Segundo ele, serão feitas ainda as entregas dos certificados das turmas dos outros municípios presencialmente, in loco, com a intenção de valorizar o aluno e o sentimento de pertencimento. 

Priscila Farias, coordenadora pedagógica da Escola pelo IFPA, também enfatiza os números alcançados pela Escola já nesse primeiro momento. De acordo com ela, a procura e o número de matrículas efetivadas foi imenso, preenchendo todas as vagas. “E, na certificação, agora, tivemos pouquíssima evasão. O que eu enxergo de êxito nos nossos é justamente essa a evasão muito baixa”, avalia. 

“Tenho que citar aqui o Ciclo dos outros campi, onde a Escola de Turismo também tem avançado bastante: O Campus Santarém – que tem buscado inclusive reservas extrativistas, áreas indígenas –, o Campus Vigia e o campus de Bragança. A Escola tem sido cada vez mais buscada nos municípios de abrangência da região onde as escolas estão instaladas. A capacidade de suporte dos nossos servidores está ficando ainda atrelada aos Campi em que a gente, de fato, já formou turmas, mas a busca está sendo muito grande, muito positiva”, acrescenta Keila Mourão, pró-reitora de Extensão do IFPA.

“Pelo olhar de professora, vejo que o Instituto Federal do Pará sabe fazer como ninguém esse elo entre a teoria e a prática. Muitos cursos de qualificação estão surgindo na cidade. Há um boom de cursos de qualificação, mas nós temos a expertise da prática. Isso faz toda a diferença para fazer com que o aluno permaneça com a gente. A gente sempre busca atividades práticas, laboratório, visita técnica. Então acho que isso faz toda a diferença para a permanência e para o êxito desse aluno dentro da escola”, completa Priscila.

 

Com a palavra os concluintes

“O turismo é uma área essencial para o desenvolvimento econômico de qualquer país. Ele nos conecta com novas culturas, abre portas para o conhecimento e promove o respeito à diversidade. Hoje, ao discutirmos as melhores práticas e inovações para o setor, somos lembrados da importância de estarmos sempre em constante evolução, buscando a excelência e criando experiências que realmente impactam a vida dos turistas, mas também das comunidades que recebem essas visitas”, assim resumiu Maria Eduarda Freitas de Souza, certificada do curso de Inglês, em seu discurso como oradora, representando os estudantes.

Ângelo Bezerra Claudino, de 65 anos, já trabalhava na área de turismo há bastante tempo. No entanto, graduou-se recentemente na área: em 2023 concluiu o curso de Bacharel em Turismo. “Eu já sou turismólogo e já estou terminando um curso de guia de turismo e fundamentalmente, tudo isso serve de qualificação. É upgrade mesmo”, explica ele sobre o motivo de procurar o curso de Gestão de negócios turísticos na Escola Nacional de Turismo, em Belém. “A gente sabe que um curso certificado do IFPA, o certificado da Escola Nacional de Turismo, que tem por trás o Ministério do Turismo, é extremamente importante”, completa.

“Particularmente, eu acho que qualquer curso que você faça bem feito, de qualquer ramo, mesmo que você acha que você já entende tudo, sempre vem conhecimento e sempre vem coisa importante. Agora, a gente já tem uma qualificação, já está no ramo, já está trabalhando inclusive no turismo, mas gestão, a gente faz muita das vezes é de maneira própria, sabe? A atitude é sua, você não tem uma preparação para ser um gestor. Nós não temos preparação para isso e no momento que aparece isso é uma grande oportunidade de qualificação, de você entender como é que você vai gerir o teu negócio da melhor maneira”, conclui.

Já Nathália Cristiny de Souza Maria, de 23 anos, atua na área de forma amadora, recebendo turistas pelo portal AirBnB. Começou há um ano para conhecer novas pessoas e gostou muito. Agora, para se profissionalizar, a jovem fez o curso de Hospedagem domiciliar na Escola de Turismo. “Quando eu vi a oportunidade dos cursos do IFPA, eu achei excelente, principalmente porque quando eu comecei eu não tinha noção de como seria e teve muito trabalho prático, sobre hospitalidade. Os professores também foram excelentes. Com esse curso agora eu estou abrindo o meu hostel, que eu vou trabalhar com isso. Eu quero colocar meu certificado bem lindo lá na parede para mostrar tudo o que eu aprendi”, sonha Nathália.

Concluinte do mesmo curso de Nathália, Nair Ângela Barros Pereira, de 51 anos, sempre foi acostumada a receber pessoas em sua casa, em especial no período do Festival do Caranguejo, que acontece anualmente onde vive, em São Caetano de Odivelas. Ela, que já é egressa do curso Técnico em Hospedagem, pelo IFPA campus Vigia, não perdeu tempo para se matricular na Escola Nacional de Turismo, mesmo com as aulas presenciais em Belém. “Como a minha casa sempre recebeu muitas pessoas, eu vi nesse curso a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos para aplicar aos meus hóspedes. Então, pretendo valorizar muito e quero atuar na área, que é algo que gosto muito”, conta ela que pretende continuar seus estudos, com o curso de Camareira, ofertado no 3º Ciclo da Escola de Turismo.

“Vocês já deram um passo importante hoje: escolheram um curso e se matricularam, saíram de alguma zona de conforto, foram lá para o IFPA, para a Escola de Turismo, foram para as aulas, fizeram as provas, passaram e já começaram a dar um passo importante para chegar nos seus sonhos. Não parem. Façam outros cursos. Dediquem-se”, aconselhou o ministro Sabino. “O que a gente quer nesse legado pós-COP, na verdade, é que a cidade tenha movimento durante o ano inteiro, não seja uma cidade sazonal de Círio de Nazaré, que só no Círio movimenta hotéis. A gente quer que o movimento de toda a cadeia do turismo acontece ao longo do ano todo, o tempo todo”, conclui a coordenadora Priscila Farias. 

A Escola Nacional do Turismo é uma iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o IFPA e o Governo do Estado do Pará, e tem o objetivo de atender às demandas do setor do turismo no Pará, qualificando mão-de-obra com cursos presenciais nas cidades de Belém, Santarém, Vigia e Bragança, além de oportunidades a distância para outras regiões do estado, com foco no fortalecimento das atividades turísticas, em especial na capital paraense, que sediará, em novembro deste ano, a COP 30, maior evento climático do mundo. Lembrando que a primeira sede física da Escola no Brasil foi inaugurada em novembro de 2024, dentro do IFPA campus Belém.

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