IFPA realiza IV Encontro Paraense de Guia de Turismo em cartão postal de Belém
O IFPA campus Belém inovou ao realizar pela primeira vez o IV Encontro Paraense de Guia de Turismo (EPGT) na nave da centenária Igreja Santo Alexandre. Coordenado pelos docentes e estudantes do curso de Guia de Turismo, a atividade acadêmica e de extensão ocorreu em duas noites, 31 de outubro e 1º de novembro.
A mesa de abertura contou com a presença da reitora do Instituto Federal do Pará (IFPA), Ana Paula Palheta Santana, da diretora de Extensão do Campus Belém, Rita Vasconcelos, da coordenadora do curso de Guia de Turismo do Campus Belém, Anaryê Rocha, e da coordenadora do IV EPGT, Ana Priscila Farias.
A Reitora Ana Paula Palheta parabenizou as organizadoras do evento e frisou que ações como esta ajudam o Instituto a ter espaço e reconhecimento em âmbito estadual, fortalecendo a troca de experiência e a formação. Ela aproveitou a presença da Pró-reitora de Extensão, Keila Mourão, para parabenizar as ações que estão sendo desenvolvidas para o fortalecimento dos campi do IFPA com a implantação da Escola Nacional de Turismo em parceria com o Ministério do Turismo. “O Turismo no estado precisa ser social e ambientalmente responsável, comprometido com a agenda do século XXI”, afirmou.
“Firmar parcerias é essencial para ocorrer a extensão” afirmou Ana Paula. Ela ressaltou que a extensão deve ser transversal ao longo da formação, dada sua tamanha importância para a formação profissional. Parabenizou a Diretoria de Extensão do campus Belém pelo excelente trabalho desenvolvido e estendeu os cumprimentos para os professores e professoras do curso de Guia de Turismo do Campus Belém, em especial à Ana Priscila pelo “trabalho carinhoso e competente” na direção do EPGT. “A extensão se faz com apoio de outros professores e da coordenação. Todos merecem reconhecimento”.
A Reitora explicou que o eixo tecnológico de Turismo, Hospitalidade e Lazer é muito importante para o IFPA e para o Estado do Pará. “O IFPA está presente em 18 municípios e está implantando mais cinco campi. Com estes 23 campi, nós atenderemos mais de 120 municípios do Estado. Lembrando que o Pará tem 144 municípios. E isso só é possível, pois podemos contar com a inteligência, competência e trabalho de nossos servidores”.
Se dirigindo aos profissionais Guia de Turismo, a reitora os exortou a atuar para alavancar a memória e identidade regional. “Precisamos contribuir com a nossa identidade, reforçar aquilo que nós somos com muito orgulho. Cada uma e cada um de nós sabe do valor que temos como povo, da contribuição que damos para a nação brasileira”.
Na primeira noite, o público participou da conferência “Oportunidades no contexto da COP 30 para o profissional Guia de Turismo”, proferida pelo Guia de Turismo Marco Romero. Na segunda noite, o público teve duas chances de ampliar ainda mais o conhecimento com as mesas sobre os temas: “A relação entre agências e Guias de Turismo como catalisadores do desenvolvimento turístico no Pará” proferida por Luciana Lopes, Alex Flávio e Abigail Lima, com mediação do professor Renan Nogueira; e “Oportunidades no contexto da COP 30 para o profissional Guia de Turismo”, com a presença de Marcel Assis, Bernardo Costa e Fábio Romero.
Para a estudante do 2º semestre do curso Técnico em Guia de Turismo, Beatriz Pereira de Souza, 31 anos, o EPGT é fundamental para ampliar a partilha de conhecimentos entre os profissionais. “É bom para sabermos que os outros estão fazendo nas outras cidades, como estão se preparando para a COP 30 e os demais eventos”. Sobre o curso, Beatriz comenta que a formação ajuda o profissional a conhecer e seguir a legislação. “Para ser guia de turismo é preciso ser cadastrado no Estado e seguir procedimentos seguros. O conhecimento ajuda o profissional a ter responsabilidade social, ambiental e ter o devido cuidado com as pessoas”.
Conferência de abertura
A conferência de abertura foi proferida pelo Guia de Turismo Marco Romero. Ele falou da própria formação e experiência. Destacou o papel de agente ambiental, informação e de segurança que exercem os profissionais do setor. Orientou os estudantes e os profissionais a buscar incansavelmente aperfeiçoar seus conhecimentos, principalmente no domínio de novos idiomas. “O guia de turismo torna a viagem uma experiência, promove novos conhecimentos, interage, participa, conduz, faz a gestão de sonhos. Levar o turista a viver a informação gera memória, experiência, história e vivência”, garante.
Romero reforçou a importância da formação e qualificação profissional. O Guia de Turismo precisa dominar e aplicar teorias, técnicas e tecnologias para conduzir o seu cliente a uma determinada destinação ou atração turística, descrevendo o roteiro, interpretando o cenário, e, informando sobre os aspectos das mais variadas áreas de estudo e conhecimento. Para atuar bem, ele precisa conhecer os aspectos geográficos, arquitetônicos, econômicos, políticos, gastronômicos, esportivos, históricos, ambientais, biológicos, ecológicos, religioso, artísticos e culturais, tendo a responsabilidade de estar sempre bem informado e atualizado.
O Guia de Turismo, acrescenta Romero, não pode ficar parado. Necessita manter relações operacionais e comerciais com os agentes dos segmentos de suporte à atividade turística como, por exemplo, os meios de transporte e hospedagem, bares, restaurantes, balneários e parques, agências de viagens, operadoras de Turismo, centros e agências de Turismo, museus, teatros.
Para Silvana das Dores dos Santos Gonçalves, 56 anos, estudante do 1º semestre do curso de Hospedagem, o EPGT é muito importante. “É bom para quem já está atuando e quem vai iniciar as atividades no setor de turismo. Ouvir as colocações do Romero, sua experiência e vivência ajuda a gente a buscar sempre mais informação para melhor repassar aos turistas”.
EPGT
O EPGT é um projeto de extensão que busca promover o encontro de profissionais, alunos, agentes do mercado e poder público. Tem por proposta discutir as alternativas e as contribuições para a atuação dos guias na Amazônia paraense. E, neste ano em especial, reuniu estudantes e profissionais Guias de Turismo de todo o estado para analisar as perspectivas com a realização da COP 30 e trocar experiências sobre temas relevantes para a profissão, a fim de desenvolver e fortalecer a categoria.
A Professora Ana Priscila explica que o EPGT é uma iniciativa do professor Bernardino Costa. Foi ele quem coordenou a realização das três primeiras edições. Este ano ele está de licença para o doutorado, então ela assumiu a coordenação.
Ela explica que decidiu realizar o EPGT na igreja Santo Alexandre por ser um dos espaços de Belém em que os guias são os principais agentes. “Aqui, diariamente, entra e sai vários guias. Eles acolhem, trazem, informam, educam e encantam pessoas. É uma profissional com responsabilidades muito grandes e precisa ser valorizado”.
A reitora Ana Paula desafiou e convidou a coordenação do curso de Guia de Turismo e a coordenação da EPGT a organizar e realizar, no primeiro semestre de 2025, um encontro de guia de turismo envolvendo todos os municípios do estado.