Curso de Engenharia Agronômica do IFPA é conceito 4 na avaliação do MEC
O curso superior de bacharelado em Engenharia Agronômica do IFPA Campus Itaituba
conquistou conceito 4, muito bom, em processo de reconhecimento feito pelo Ministério da
Educação (MEC). A avaliação ocorreu no período de 23 a 25 de setembro.
O processo de reconhecimento ocorreu na modalidade on-line. E resultou na avaliação das
seguintes dimensões do curso: organização didático pedagógica, corpo docente e
infraestrutura, em uma escala de 1 a 5.
O bacharelado é ofertado no campus Itaitupa, desde o ano de 2021. Tem como abrangência a
região de integração do Rio Tapajós no Sudeste do Pará. Tem regime de ingresso anual,
através de processo seletivo para preencher 40 vagas, e este é realizado entre julho e outubro
de cada ano.
A formação acontece em um turno (manhã ou tarde, conforme o ano em que ocorre a seleção.
Nos anos pares, o curso é ofertado pela manhã. E nos anos ímpares, é ofertado somente à
tarde). E a primeira turma deve colar grau em 2025.
O objetivo desse bacharelado é a qualificação do profissional em nível superior de modo a
contribuir de forma técnico-científica nos diversos setores da atividade agropecuária,
agroecologia e conservação da floresta para garantir a coexistência de relações entre teoria e
prática. Os alunos são instigados a desenvolver pensamento flexível, crítico e criativo frente às
situações ocorridas no mundo do trabalho e suas tecnologias com foco na região Amazônica
por suas características peculiares na composição dos ecossistemas local e regional.
O conceito 4 afere que a infraestrutura e corpo docente do Campus Itaituba atendem ao
desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem que requer o curso. As salas de aula
são amplas, climatizadas, bem iluminadas e equipadas adequadamente inclusive com TV. A
bibliografia que consta na biblioteca está adequada ao Planejamento Pedagógico do Curso. E
conta com 22 docentes, dos quais 13 são doutores, seis são mestres e três são especialistas.
Os laboratórios contam com equipamentos e insumos que possibilitam a realização das aulas
práticas adequadamente. O curso conta com área experimental para plantio de culturas anuais
(feijão e milho), plantas de cobertura, área de horta, campo agroecológico. Possui também um
pequeno trator e conta com parcerias para aulas práticas. “Acessamos grandes máquinas e
implementos por meio das parcerias com propriedades rurais da região”, detalha o
coordenador do curso Professor Jakson Leite.
Dentre os indicadores mais bem avaliados, com conceito 5, destacam-se: a gestão do curso e
os processos de avaliação interna e externa; os procedimentos de acompanhamento e de
avaliação dos processos de ensino-aprendizagem; a existência de Núcleo Docente Estruturante
– NDE; a existência de sala coletiva de professores; o acesso dos alunos a equipamentos de
informática; a existência e disponibilidade de laboratórios didáticos de formação básica e de
laboratórios didáticos de formação específica.
Professor Jakson Leite destaca, ainda, que é muito satisfatório receber um conceito que indica
que o curso está cumprindo os requisitos de qualidade exigidos pelo MEC, com padrão de
excelência. “Essa é a primeira avaliação do curso, feita para o reconhecimento. Receber
conceito 4 na primeira avaliação é um resultado bastante positivo. Atesta que estamos no
caminho certo, ofertando um curso de qualidade para a população da Região de Integração do
Tapajós”, avaliou.
“Passa por esse processo, ainda como recém coordenador do curso, foi um aprendizado
gigante. Hoje sei quais ações um coordenador deve estar atento para conduzir um curso. Sou
bastante grato a gestão do Campus, TAEs e ao corpo docente do curso. Esse é um resultado do
coletivo”, finalizou Professor Jakson Leite.